Sonolência durante o dia: quando o cansaço pode ser sinal de apneia obstrutiva do sono

Sentir sono durante o dia não deve ser considerado normal quando isso acontece com frequência, interfere no trabalho, reduz a atenção, prejudica a memória ou faz a pessoa “lutar contra o sono” mesmo depois de uma noite inteira na cama.

Muitas vezes, o paciente chega ao consultório dizendo:

“Doutor, eu durmo, mas acordo cansado.”

Essa frase simples pode esconder um problema muito comum, subdiagnosticado e com grande impacto na saúde: a apneia obstrutiva do sono.

A apneia não é apenas um distúrbio do sono. Ela conversa diretamente com a hipertensão, a obesidade, o diabetes, as arritmias, o risco de infarto, AVC, declínio cognitivo, alterações de humor e piora da qualidade de vida.

O grande problema é que muita gente trata o cansaço como preguiça, idade, estresse ou excesso de trabalho. Mas, em muitos casos, o corpo está avisando que a noite não está sendo reparadora.

Caso clínico

Imagine um paciente de 53 anos, obeso, hipertenso e pré-diabético.

Ele chega ao consultório com uma queixa aparentemente simples:

“Doutor, estou com muito sono e cansaço durante o dia.”

Ao conversar melhor, ele conta que:

•⁠ ⁠acorda cansado mesmo dormindo 7 a 8 horas;
•⁠ ⁠sente sono após o almoço;
•⁠ ⁠cochila vendo televisão;
•⁠ ⁠tem dificuldade de concentração;
•⁠ ⁠acorda com boca seca;
•⁠ ⁠ronca alto, segundo a esposa;
•⁠ ⁠às vezes parece “parar de respirar” durante o sono;
•⁠ ⁠tem pressão arterial difícil de controlar;
•⁠ ⁠ganhou peso nos últimos anos;
•⁠ ⁠está mais irritado e menos disposto para atividade física.

Na primeira impressão, alguém poderia pensar apenas em estresse, sedentarismo, depressão, excesso de trabalho ou baixa testosterona. Mas o conjunto da história acende um alerta importante: esse paciente pode estar dormindo, mas não está descansando.

Primeiro passo: entender o que significa sonolência diurna

Sonolência diurna não é simplesmente estar cansado.

Cansaço é sensação de falta de energia. Sonolência é tendência a dormir em momentos inadequados: durante uma conversa, lendo, assistindo TV, dirigindo ou trabalhando.

Na prática clínica, é importante perguntar:

“Você está cansado ou com sono?”

Porque são coisas diferentes.

O paciente com apneia obstrutiva do sono pode passar a noite inteira na cama, mas ter dezenas ou centenas de microdespertares. Ele nem sempre se lembra disso. O cérebro acorda rapidamente para permitir a respiração, mas o sono profundo é interrompido repetidas vezes.

Resultado: o paciente acorda como se não tivesse dormido.

Segundo passo: investigar as principais causas de sonolência durante o dia

Antes de chegar ao diagnóstico de apneia, o médico deve fazer uma avaliação ampla. Sonolência diurna pode ter várias causas.

Entre as principais, estão:

1.⁠ ⁠Privação de sono

É a causa mais comum. A pessoa simplesmente dorme menos do que precisa. Dormir 4 ou 5 horas por noite e querer funcionar bem no dia seguinte é cobrar do corpo uma conta que ele não consegue pagar por muito tempo.

2.⁠ ⁠Sono de má qualidade

Mesmo quando o tempo de sono parece adequado, a qualidade pode ser ruim. Isso acontece em pessoas com dor crônica, refluxo, ansiedade, noctúria, uso de telas à noite, consumo de álcool, cafeína em excesso ou ambiente inadequado para dormir.

3.⁠ ⁠Medicamentos

Alguns remédios podem causar sonolência, como certos antialérgicos, ansiolíticos, antidepressivos, relaxantes musculares, anticonvulsivantes e alguns medicamentos para dor.

4.⁠ ⁠Depressão e ansiedade

Transtornos emocionais podem causar fadiga, sono não reparador, insônia ou sonolência excessiva. Mas é importante lembrar: nem todo paciente cansado está deprimido. Às vezes, ele está sufocado durante a noite.

5.⁠ ⁠Hipotireoidismo, anemia e distúrbios metabólicos

Alterações hormonais, deficiência de ferro, vitamina B12, distúrbios glicêmicos, doença renal, doença hepática e inflamação crônica podem causar cansaço e baixa disposição.

6.⁠ ⁠Síndrome das pernas inquietas e movimentos periódicos dos membros

O paciente pode ter sono fragmentado por movimentos involuntários durante a noite, muitas vezes sem perceber.

7.⁠ ⁠Narcolepsia e hipersonias centrais

São causas menos comuns, mas devem ser lembradas quando a sonolência é intensa, incapacitante ou começa em idade mais jovem.

8.⁠ ⁠Apneia obstrutiva do sono

É uma das causas mais importantes, principalmente em pacientes com obesidade, ronco, hipertensão, aumento da circunferência abdominal, sonolência diurna, pré-diabetes ou diabetes.

No caso do nosso paciente, o conjunto de obesidade, hipertensão, pré-diabetes, ronco alto, sono não reparador e sonolência diurna torna a apneia obstrutiva do sono uma hipótese muito provável.

Terceiro passo: fazer perguntas que mudam o diagnóstico

Na consulta, algumas perguntas são fundamentais:

•⁠ ⁠O senhor ronca?
•⁠ ⁠Alguém já percebeu pausas na sua respiração durante o sono?
•⁠ ⁠Acorda engasgado ou sufocado?
•⁠ ⁠Acorda com dor de cabeça?
•⁠ ⁠Acorda com boca seca?
•⁠ ⁠Urina muitas vezes à noite?
•⁠ ⁠Sente sono dirigindo?
•⁠ ⁠Tem pressão alta de difícil controle?
•⁠ ⁠Ganhou peso recentemente?
•⁠ ⁠Usa álcool à noite?
•⁠ ⁠Dorme de barriga para cima?
•⁠ ⁠A sonolência atrapalha trabalho, memória ou concentração?

Essas perguntas ajudam a separar o cansaço comum de um distúrbio respiratório do sono.

Uma frase importante para o paciente entender:

Roncar não é sinal de sono profundo. Roncar pode ser o barulho de uma via aérea lutando para ficar aberta.

Quarto passo: examinar o paciente

A avaliação clínica deve incluir:

•⁠ ⁠peso;
•⁠ ⁠altura;
•⁠ ⁠índice de massa corporal;
•⁠ ⁠circunferência abdominal;
•⁠ ⁠circunferência cervical;
•⁠ ⁠pressão arterial;
•⁠ ⁠exame da cavidade oral;
•⁠ ⁠avaliação de mandíbula, língua, amígdalas e palato;
•⁠ ⁠pesquisa de sinais de resistência à insulina;
•⁠ ⁠avaliação cardiovascular e respiratória.

Pacientes com pescoço mais largo, obesidade central, mandíbula pequena, língua volumosa, hipertensão e ronco importante têm maior risco de apneia.

Mas atenção: a apneia também pode acontecer em pessoas magras, mulheres, idosos e pacientes que não se queixam de ronco intenso.

Quinto passo: usar instrumentos de triagem

Questionários podem ajudar, mas não fecham diagnóstico.

Entre os mais usados estão:

•⁠ ⁠Escala de Sonolência de Epworth;
•⁠ ⁠STOP-Bang;
•⁠ ⁠Questionário de Berlim.

O STOP-Bang avalia fatores como ronco, cansaço, pausas respiratórias observadas, pressão alta, índice de massa corporal, idade, circunferência cervical e sexo masculino.

No nosso caso clínico, o paciente provavelmente teria alto risco no STOP-Bang, pois apresenta sonolência, ronco, hipertensão, obesidade, idade acima de 50 anos e provável aumento da circunferência cervical.

Mas é essencial lembrar: questionário não substitui exame diagnóstico.

Sexto passo: confirmar com exame do sono

O diagnóstico de apneia obstrutiva do sono deve ser confirmado por exame.

Os principais exames são:

Polissonografia completa

É o exame mais completo. Avalia sono, respiração, oxigenação, movimentos, ronco, frequência cardíaca e estágios do sono.

É especialmente indicada quando há suspeita de outros distúrbios do sono, doenças cardiopulmonares importantes, doença neuromuscular, uso de opioides, insônia importante ou casos mais complexos.

Teste domiciliar do sono

Pode ser usado em pacientes adultos com alta probabilidade clínica de apneia obstrutiva moderada a grave, sem grandes comorbidades que atrapalhem a interpretação.

É mais simples, feito em casa, e pode ser uma boa alternativa em casos selecionados.

Sétimo passo: entender o resultado

O exame mede o índice de apneia-hipopneia, conhecido como IAH.

De forma simplificada:

•⁠ ⁠leve: 5 a 14 eventos por hora;
•⁠ ⁠moderada: 15 a 29 eventos por hora;
•⁠ ⁠grave: 30 ou mais eventos por hora.

Mas o número não é tudo.

Também importam:

•⁠ ⁠queda de oxigênio durante a noite;
•⁠ ⁠tempo com saturação baixa;
•⁠ ⁠sintomas do paciente;
•⁠ ⁠presença de hipertensão, arritmias, doença cardiovascular, sonolência ao dirigir ou risco ocupacional;
•⁠ ⁠impacto na qualidade de vida.

Um paciente com apneia “moderada” no papel, mas com muita sonolência, hipertensão resistente e dessaturações importantes, merece atenção especial.

Chegando ao diagnóstico

No nosso caso, a polissonografia mostra apneia obstrutiva do sono moderada a grave, com quedas repetidas da oxigenação e fragmentação do sono.

Agora tudo começa a fazer sentido.

A sonolência durante o dia não era preguiça.

O cansaço não era apenas idade.

A falta de disposição não era somente excesso de trabalho.

O paciente estava passando noites inteiras com a respiração sendo interrompida repetidamente. Cada pausa respiratória ativava o sistema de alerta do corpo, aumentava a descarga de adrenalina, elevava a pressão, reduzia a oxigenação e impedia um sono verdadeiramente reparador.

O que é apneia obstrutiva do sono?

A apneia obstrutiva do sono acontece quando a via aérea superior fecha parcial ou totalmente durante o sono.

A pessoa tenta respirar, mas o ar não passa adequadamente. Isso gera queda de oxigênio, esforço respiratório, ronco, microdespertares e ativação do sistema nervoso simpático.

É como se o corpo passasse a noite apertando um botão de emergência.

O paciente pode não acordar completamente, mas o cérebro acorda o suficiente para reabrir a via aérea. Isso se repete várias vezes.

Por isso, a apneia não rouba apenas oxigênio. Ela rouba profundidade do sono, energia, memória, humor, controle metabólico e saúde cardiovascular.

Relação da apneia com hipertensão arterial

A apneia obstrutiva do sono é fortemente associada à hipertensão, especialmente à hipertensão resistente.

Durante os episódios de apneia, ocorre queda do oxigênio e aumento da descarga adrenérgica. Isso favorece vasoconstrição, inflamação, estresse oxidativo e elevação da pressão arterial.

Um sinal importante é a pressão que não cai durante a noite. Em pessoas saudáveis, a pressão costuma reduzir durante o sono. Em muitos pacientes com apneia, isso não acontece.

Na prática, deve-se suspeitar de apneia em pacientes com:

•⁠ ⁠hipertensão de difícil controle;
•⁠ ⁠necessidade de vários medicamentos;
•⁠ ⁠pressão alta pela manhã;
•⁠ ⁠ausência de descenso noturno no MAPA;
•⁠ ⁠obesidade e ronco associado;
•⁠ ⁠fibrilação atrial ou insuficiência cardíaca.

Relação da apneia com obesidade e pré-diabetes

Obesidade é um dos principais fatores de risco para apneia, mas a relação é de mão dupla.

O excesso de peso favorece o fechamento da via aérea. Ao mesmo tempo, a apneia piora a resistência à insulina, aumenta a inflamação, altera hormônios relacionados à fome e saciedade, reduz disposição para atividade física e dificulta o controle do peso.

No pré-diabético, a apneia pode acelerar a piora metabólica.

Isso acontece porque noites mal dormidas aumentam cortisol, ativam o sistema simpático e prejudicam a ação da insulina.

Ou seja: não basta olhar apenas a glicemia. Em muitos pacientes com pré-diabetes, obesidade e cansaço, é preciso perguntar como ele dorme.

Relação da apneia com doenças cardiovasculares

A apneia obstrutiva do sono se associa a várias doenças cardiovasculares:

•⁠ ⁠hipertensão;
•⁠ ⁠doença arterial coronariana;
•⁠ ⁠infarto;
•⁠ ⁠AVC;
•⁠ ⁠fibrilação atrial;
•⁠ ⁠insuficiência cardíaca;
•⁠ ⁠hipertensão pulmonar;
•⁠ ⁠maior variabilidade da pressão arterial;
•⁠ ⁠pior controle cardiometabólico.

A cada episódio de apneia, o corpo passa por pequenas agressões repetidas: queda de oxigênio, inflamação, estresse oxidativo, ativação simpática e aumento da pressão intratorácica negativa.

Isoladamente, um episódio pode parecer pouco. Mas, repetido centenas de vezes por noite, durante anos, isso se transforma em carga cardiovascular.

É por isso que a apneia precisa ser vista como fator de risco modificável.

Relação da apneia com fibrilação atrial

A fibrilação atrial é uma arritmia comum, principalmente em pessoas mais velhas, hipertensas, obesas ou com doença cardíaca.

A apneia aumenta o risco de fibrilação atrial e pode contribuir para recorrência da arritmia após cardioversão ou ablação.

Na prática, todo paciente com fibrilação atrial, especialmente se for obeso, hipertenso ou roncador, deve ser avaliado quanto à possibilidade de apneia.

Tratar apenas a arritmia e ignorar o sono é enxugar gelo em muitos casos.

Relação da apneia com cérebro, memória e humor

A apneia também afeta o cérebro.

O sono fragmentado e a queda repetida de oxigênio podem causar:

•⁠ ⁠dificuldade de concentração;
•⁠ ⁠esquecimentos;
•⁠ ⁠irritabilidade;
•⁠ ⁠ansiedade;
•⁠ ⁠sintomas depressivos;
•⁠ ⁠cefaleia matinal;
•⁠ ⁠pior desempenho profissional;
•⁠ ⁠maior risco de acidentes;
•⁠ ⁠maior risco vascular cerebral.

Em idosos, a apneia pode se confundir com “idade”, “desânimo” ou “declínio cognitivo”. Por isso, antes de aceitar que o paciente está apenas envelhecendo, precisamos perguntar: ele está dormindo bem?

Relação com sonolência e cansaço do caso clínico

No nosso paciente, os sintomas se explicam por três mecanismos principais.

Primeiro: fragmentação do sono. Ele não consegue manter sono profundo e reparador.

Segundo: quedas repetidas da oxigenação. O cérebro e o coração passam a noite sob estresse.

Terceiro: ativação adrenérgica. O corpo dorme em modo de alerta.

Isso explica a sonolência, o cansaço, a irritabilidade, a baixa concentração, a pressão difícil de controlar e a piora metabólica.

Tratamento: o que fazer depois do diagnóstico?

O tratamento deve ser individualizado.

1.⁠ ⁠Perda de peso

Em pacientes com obesidade, emagrecer é parte essencial do tratamento.

Mesmo perdas moderadas de peso podem melhorar ronco, apneia, pressão arterial, glicemia e disposição.

Mas é importante evitar uma mensagem simplista. O paciente não deve ouvir apenas “emagreça”. Ele precisa de um plano realista, com acompanhamento médico, nutricional e atividade física segura.

2.⁠ ⁠CPAP

O CPAP é uma das principais terapias para apneia moderada a grave.

Ele funciona enviando pressão positiva pela via aérea, mantendo a garganta aberta durante o sono.

Quando bem indicado e bem adaptado, pode reduzir ronco, melhorar sonolência, qualidade de vida, oxigenação noturna e controle da pressão em muitos pacientes.

O maior desafio é adesão. Por isso, a escolha da máscara, ajuste da pressão, educação do paciente e acompanhamento próximo são fundamentais.

3.⁠ ⁠Dispositivo intraoral

Pode ser opção em alguns pacientes com apneia leve a moderada, especialmente quando há intolerância ao CPAP ou características anatômicas favoráveis.

Deve ser indicado e acompanhado por profissionais capacitados.

4.⁠ ⁠Tratamento posicional

Alguns pacientes pioram muito quando dormem de barriga para cima. Nesses casos, medidas para evitar essa posição podem ajudar.

5.⁠ ⁠Evitar álcool e sedativos à noite

Álcool e sedativos podem relaxar a musculatura da garganta e piorar os episódios de obstrução.

6.⁠ ⁠Atividade física

Exercício melhora peso, resistência à insulina, pressão, humor e qualidade do sono. Deve ser prescrito conforme condição clínica do paciente.

7.⁠ ⁠Avaliar nariz, vias aéreas e comorbidades

Rinite, obstrução nasal, refluxo, hipertensão, diabetes, arritmias e doença cardiovascular devem ser tratados de forma integrada.

O que o paciente precisa entender

A apneia obstrutiva do sono não é apenas ronco.

Ronco pode ser o sinal audível de um problema silencioso.

A sonolência durante o dia pode ser o pedido de socorro de um corpo que passa a noite sem respirar direito.

No caso do paciente de 53 anos, obeso, pré-diabético e hipertenso, a queixa de cansaço era a ponta do iceberg. Por baixo dela estavam a fragmentação do sono, a queda da oxigenação, a ativação do sistema nervoso, a piora da pressão e o risco metabólico.

A grande mensagem é:

Quando o sono não repara, o dia cobra a conta.

Quando procurar avaliação médica?

Procure avaliação se você apresenta:

•⁠ ⁠ronco alto;
•⁠ ⁠pausas respiratórias durante o sono;
•⁠ ⁠sonolência durante o dia;
•⁠ ⁠acordar cansado;
•⁠ ⁠hipertensão de difícil controle;
•⁠ ⁠obesidade;
•⁠ ⁠pré-diabetes ou diabetes;
•⁠ ⁠arritmias;
•⁠ ⁠acordar sufocado;
•⁠ ⁠dor de cabeça pela manhã;
•⁠ ⁠sono ao dirigir;
•⁠ ⁠queda de memória ou concentração.

Sono ruim não deve ser normalizado.

Dormir não é apenas desligar o corpo. Dormir bem é uma das formas mais importantes de proteger o coração, o cérebro, o metabolismo e a longevidade.

Conclusão

A sonolência durante o dia deve ser investigada com seriedade, especialmente em pacientes com obesidade, hipertensão e alterações metabólicas.

A apneia obstrutiva do sono é comum, subdiagnosticada e tratável. Reconhecer seus sinais pode mudar a trajetória de saúde do paciente.

O diagnóstico correto não melhora apenas o sono. Pode melhorar pressão arterial, disposição, controle metabólico, risco cardiovascular, memória, humor e qualidade de vida.

O corpo fala durante o dia aquilo que sofreu durante a noite.

E muitas vezes, a sonolência é a forma que ele encontra de dizer: “eu não estou descansando, eu estou sobrevivendo”.

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