O que é angina?

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A angina não é uma doença, e sim a manifestação clínica da redução do fluxo sanguíneo para o coração. E como a pessoa sente essa manifestação? Por uma dor na região esquerda do tórax, em aperto, que se irradia para o braço esquerdo ou ambos os braços, ou ainda para o pescoço, dorso ou região superior do estômago.

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Geralmente, essa redução decorre da aterosclerose, doença grave caracterizada pela formação de placas de gordura no interior das artérias. Tais placas podem se desenvolver por simples predisposição genética, mas surgem principalmente devido a alimentação desequilibrada, fumo, hipertensão e níveis elevados de colesterol ruim (LDL) no sangue.

Tipos de angina

Os principais são:

  • Angina Estável: quando placas de gordura começam a progredir e obstruem cerca de 70% da artéria pode ocorrer a angina estável. Nesses casos, as dores irão acontecer somente quando o coração necessita de uma oferta maior de oxigênio – por exemplo, após a prática de atividades físicas ou em um momento de estresse. As dores costumam melhorar com repouso ou uso de vasodilatadores.
  • Angina Instável: ocorre quando uma placa de gordura se funde com plaquetas da artéria, formando um coágulo que irá obstruir praticamente todo o vaso sanguíneo. Como a passagem de oxigênio é interrompida quase completamente, a pessoa sente dor no mesmo instante – sem que tenha feito esforços físicos. Repousos não adiantam nesses casos. O ideal é usar vasodilatadores e procurar um pronto atendimento rapidamente, pois esse quadro pode preceder um infarto a qualquer momento.
  • Angina Variante de Prinzmetal: mais rara, resulta de uma contração súbita dos vasos do coração (vasoespasmo). Esse tipo de angina não está necessariamente relacionado a placas de gordura e pode ocorrer inclusive em pessoas mais jovens, frequentemente após o uso de drogas (como cocaína e ecstasy) ou de anabolizantes.

É importante lembrar que os sintomas não são sempre iguais para todos os pacientes. Mulheres, idosos ou diabéticos podem apresentar sinais atípicos no lugar da dor torácica, como falta de ar, cansaço e dor abdominal.

Diagnóstico e prevenção

O diagnóstico da angina é feito por meio de histórico clínico e de exames médicos físicos.

Melhor que tratar é prevenir-se. Lembre-se sempre de realizar check ups cardiológicos periódicos, pois alguns procedimentos, como testes ergométricos e cintilografias cardíacas, podem identificar o quadro de angina antes mesmo de o paciente reconhecer algum sintoma.

Além do check up, para prevenir a angina (ou reduzir seus sintomas) é importante adotar um estilo de vida saudável, com caminhadas diárias, alimentação balanceada e sem o consumo de cigarros.

Fonte: Hospital do Coração (HCor)

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