Dicas práticas para tratar a obesidade

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O Ministério da Saúde divulgou em abril de 2015 sua pesquisa Vigitel (Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico), levantamento anual sobre obesidade no país. Os dados revelam que mais da metade da população brasileira está acima do peso (52,5%), número que vem crescendo ao longo dos anos. Em 2013, eram 50,8%, e em 2006 eram 42.6%. Por outro lado, o número de obesos se mantém estável, e chega aos 17%.

O Ministério informa que o excesso de peso é fator de risco para doenças crônicas dos coração, hipertensão, entre outras, sendo responsável por 72% dos óbitos no Brasil. Segundo a pesquisa Vigitel, 20% dos entrevistados disseram ter diagnóstico médico de colesterol alto, doença que se torna mais comum conforme a idade avança e a escolaridade é menor.

Tratamento nutricional da obesidade

Entre vários aspectos discutidos na 32° Congresso de Cardiologia da Sociedade de Cardiologia do Estado do Rio de Janeiro, realizado entre os dias 15 e 18 de abril de 2015, o tratamento da obesidade foi um dos pontos principais, principalmente no que se refere ao tratamento multidisciplinar da doença, com acompanhamento não apenas do medico cardiologista, mas também de psicólogos e nutricionistas, também.

A nutricionista Fabia Campos, coordenadora e supervisora da Clínica de Estudos e Tratamento em Transtornos Alimentares e Obesidade na Santa Casa da Misericórdia do Rio de Janeiro, presente na mesa redonda, destacou que a obesidade é muito relacionada a fatores genéticos e que, portanto, reverter esse quadro exige esforço e muita paciência. “Geralmente o paciente sai frustrado da primeira consulta porque tem na cabeça metas irreais. Ele precisa ter em mente que o principal objetivo é perder peso, mas também manter o peso estável. A maioria perde entre 10 e 15% e acaba recuperando entre 30 e 35% em um ano, o que chamamos de ‘efeito rebote’. Então o que acaba importando no final são as pequenas perdas, que fazem grandes diferenças.”

A especialista também deu dicas práticas para ajudar a acabar com o problema. Confira:

  • Entre melhora na alimentação e prática de exercício físico, invista mais na primeira. No caso de obesos, o exercício físico responde por 25% dos resultados.
  • Ao invés de dieta, foque em uma reeducação alimentar, que faz com que o era considerado sacríficio acabe de tornando natural.
  • Coma devagar e mastigue bem os alimentos. Essa prática reduz a produção dos hormônios que aumentam a fome.
  • Saiba o que faz bem em cada situação, não é preciso adotar uma rotina “100% dieta”. Ir para um casamento e tomar shakes não vai realmente ajudar e ainda pode acabar causando um isolamento social.

Fonte: Coração Alerta.

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