Tipo de arritmia é uma das principais causas do AVC

arritmia

Consideradas como um dos problemas de saúde que mais matam no mundo, as doenças cardiovasculares afetam a vida de 100 mil brasileiros por ano, segundo o Ministério da Saúde. Entre as principais causas de morte em decorrência dessas enfermidades, está o AVC (Acidente Vascular Cerebral).

Apesar da alta incidência, o problema que afeta principalmente mulheres e idosos, ainda tem suas principais causas e sintomas desconhecidas por grande parte da população. Um dos principais fatores que desencadeiam o AVC é a fibrilação atrial, um tipo de arritmia cardíaca que atinge mais de 1,5 milhão de brasileiros, segundo a Universidade Aberta do SUS. Entre outras causas possíveis para o desenvolvimento da doença estão: hipertensão, diabetes, tabagismo, sedentarismo, obesidade e apneia do sono.

A fibrilação atrial é causada pela falha do marca-passo natural do coração. A pessoa que é diagnosticada com a doença tem um batimento cardíaco mais rápido e irregular, tornando o bombeamento menos eficiente. Com isso, o fluxo de sangue fica lento dentro do coração, mas precisamente nas aurículas o que pode levar a formação de um coágulo e se uma parte deste se solta pode parar no cérebro e provocar um AVC. No Brasil, mais de 300 mil vítimas de fibrilação atrial morrem anualmente, conforme informações da Sobrac (Sociedade Brasileira de Arritmias Cardíacas).

Existem três tipos de fibrilação atrial: a paroxística, que dura de poucos segundos a alguns dias e, após isso, se encerra; a persistente, que não para espontaneamente, mas pode ser interrompida se for corretamente tratada; e a permanente, é quando médico e paciente concordam que a arritmia tornou-se crônica e não mais será revertida.

“Nem sempre as causas da doença são esclarecidas, porém a idade avançada, doenças cardíacas, hipertensão, distúrbios na tireoide, histórico familiar e os excessos na alimentação sobrecarregam o coração e representam fatores de risco. Por isso, quem apresenta um ou mais fatores deve redobrar os cuidados com a saúde do coração”, alerta o cardiologista Carlos Scherr, membro da Sociedade Brasileira de Cardiologia.

Sintomas como palpitações, menor capacidade de se exercitar, vertigens e falta de ar devem receber uma atenção especial. Independente da idade, as pessoas que perceberem essas sensações anormais devem se consultar o quanto antes com um especialista para um pronto diagnóstico e, se necessário, o início do tratamento.

Além dos cuidados diários, em alguns casos é indicado o tratamento com terapias medicamentosas. No Brasil, um dos tratamentos inovadores disponíveis é através de anticoagulantes que atuam na prevenção da formação de coágulos de sangue nas veias e evitam a ocorrência tanto da fibrilação atrial quanto de AVC.

Fonte: Coração Alerta.

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