Dieta hipossódica – Hipertensão Arterial

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Nos primórdios as civilizações com seus hábitos alimentares mais saudáveis faziam ingestão de uma quantidade reduzida de sódio em relação à ingerida pela população atual acostumada com a industrialização, estudos indicam que a prevalência de hipertensão arterial e agravamento com o aumento da idade e associação com outros fatores de risco eram inferior à prevalência atual.

Estudos observacionais e de intervenção consideram o cloreto de sódio importante fator no desenvolvimento e intensidade da hipertensão arterial sistêmica. Uma dieta com excesso de sal faz com que os níveis de sódio se elevem, isso causa inicialmente aumento da pressão arterial devido aumento da volemia (volume sanguíneo), o que aumenta também o débito cardíaco que é a quantidade de sangue bombeada pelo coração, com a progressão do quadro mecanismos auto-regulatórios elevam a resistência dos vasos arteriais periféricos ao fluxo sanguíneo o que mantêm a pressão arterial elevada. A alta disponibilidade de sódio também aumenta através de mecanismos diferentes a reatividade vascular aos agentes vaso-constritores.

Alguns indivíduos apresentam propensão mais elevada que outros para o desenvolvimento de hipertensão arterial em exposição à quantidades elevadas de sódio, os indivíduos “sal-sensíveis” tem maior predisposição de desenvolver hipertensão, grande parte dos pacientes hipertensos se enquadram nesta categoria. Esses indivíduos sensíveis ao sal respondem de forma proporcional á ingestão de sal, se o consumo é reduzido a pressão arterial sofre redução, por outro lado, se o consumo é aumentado a pressão também aumenta. Estudos de intervenção de curto prazo sobre os efeitos da redução moderada da ingestão de sal sobre os níveis pressóricos indicam que a redução é muito mais significativa em pacientes hipertensos que em normotensos (com níveis pressóricos normais).

Têm-se observado eficácia na prevenção e tratamento de hipertensão por meio de mudanças dietéticas, direcionas para amenizar fatores de risco relacionados às afecções cardiovasculares de uma maneira geral, a ingestão de alimentos menos calóricos, associada à redução do consumo de cloreto de sódio, mostra redução na pressão arterial em curto prazo, efeito mais evidente nos hipertensos. Uma adequada dieta pode diminuir significativamente as doses de medicamentos utilizados para controle, podendo até ser usada unicamente sem medicamentos quando a resposta do organismo do paciente é satisfatória. Hábitos alimentares adequados são necessários no controle de diversas moléstias, bem como esta sendo amplamente aplicado de maneira profilática.

A dieta nutricional para um paciente hipertenso deve preconizar além da restrição ao sal de cozinha propriamente dito, uma restrição também aos produtos processados industrialmente; conservas, enlatados, defumados, bebidas isotônicas e energéticas, caldos de carnes, a maioria dos temperos prontos, pois estes alimentos contêm em sua receita industrial uma quantidade considerável de sódio. Tem algumas opções para contornar a resistência à aderência à dieta hipossódica por parte do paciente devido à palatabilidade, como o substituto de sal; o cloreto de potássio, também o uso de molhos a base de frutas e ervas aromática, e temperos caseiros feitos com especiarias.

Fonte e Referências Bibliográficas:

KOTCHEN, A. Theodore. KOTCHEN, Morley, Jane. Nutrição Dietética e Hipertensão. In: Nutrição Moderna na Saúde e na Doença. SHILS, E. Maurice, M.D. SC.D. at al. 10. ed. Barueri, SP: Manole, 2009.

COSTA, Perin, Rosana. SILVA, Cyntia Carla. PIMENTEL, Cardoso, Isabela. Terapia Nutricional das Doenças Cardiovasculares. In: Tratado de Alimentação, Nutrição & Dietoterapia. SILVA, S. C. Sandra Maria. MURA, Pereira, Joana D´Arc. 1. ed. São Paulo: Roca, 2007.

KRUMMEL, Debra, PhD, RD. Nutrição e Hipertensão. In: Krause Alimentos, Nutrição & Dietoterapia / editores: L. Katheleen Mahan, MS, RD, CDE. Sylvia Escott-Stump, MA, RD, LDN. 10. ed. São Paulo: Roca, 2002.

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