Doença Aterosclerótica Obstrutiva Periférica

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A doença aterosclerótica obstrutiva de membros inferiores (DAOMI) apresenta elevado potencial de gravidade, não somente pelo risco de perda do membro inferior mais principalmente pela íntima relação com a coexistência de doença aterosclerótica difusa e risco elevado aumentado desses pacientes em desenvolver morte, AVC e IAM.

A DAOMI é hoje considerada um fator de risco independente para mortalidade global e cardiovascular (aumenta em 2x). A doença aterosclerótica coronária silente ou sintomática está associada com a DAOMI, podendo chegar a 90% dos casos. A sua prevalência é maior entre homens, idosos, diabéticos, obesos e tabagistas e o seu tratamento clínico baseia-se no rigoroso controle dos fatores de risco tais como: diabetes, dislipidemia, tabagismo e hipertensão arterial em associação com prática regular de exercício físico e utilização que promovam aumento do fluxo para musculatura isquêmica dos membros inferiores.

Recentemente, um novo medicamento o cilostazol (inibidor da fosfodiesterase do tipo III), fármaco anti-trombótico e vasodilatador tem demonstrado resultados promissores ao melhorar os sintomas da claudicação intermitente e a qualidade de vida nos portadores de DAOMI.

O diagnóstico da DAOMI é facilmente realizado pela história clínica de claudicação intermitente e pela palpação dos pulsos periféricos, porém, existe um aparente paradoxo entre a facilidade de ser diagnosticada e o não estabelecimento da sua identificação na prática clínica.

O emergencista e o cardiologista que atuam na UDT devem sistematicamente avaliar a história de claudicação intermitente e os pulsos arteriais periféricos, pois a identificação de DAOMI aumenta a probabilidade da dor torácica ser de origem isquêmica. No atual momento estamos focados na doença na doença aterosclerótica coronária e cerebrovascular, porém acredito que cada vez mais daremos ênfase ao diagnóstico da DAOMI, pelas suas implicações prognósticas (risco aumentado de AVC, IAM e morte) pela facilidade do diagnóstico, pelo avanço da propedeutica não-invasiva (duplex vascular e angioressonância) e também pelas novas opções terapêuticas (cilostazol, clopidogrel, vastatinas e angioplastia).

Fonte: Portal Cardil – Sociedade Brasileira de Cardiologia.

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