Incontinência urinária no idoso

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A incontinência urinária é qualquer perda involuntária de urina e pode gerar trauma psicológico, ansiedade, solidão, culpa, humilhação e restrições no convívio social e sexual. Os idosos geralmente não falam que são incontinentes e é necessário que estejamos atentos. Os principais danos causados pela incontinência urinária são: ERUPÇÃO CUTÂNEA PERINEAL, ÚLCERAS DE DECÚBITO, INFECÇÃO DO TRATO URINÁRIO, QUEDAS E FRATURAS, ISOLAMENTO FUNCIONAL, DEPRESSÃO E CONSTRANGIMENTO.

Tipos de incontinência urinária

 1 – INCONTINÊNCIA URINÁRIA FUNCIONAL – ele em verdade é continente, o que existe são “barreiras” que o impossibilitam.

2 – INCONTINÊNCIA POR DESEJO PRESENTE OU URGE-INCONTINÊNCIA – a pessoa tem vontade de urinar e não dá tempo de chegar ao sanitário.

3 – INCONTINÊNCIA POR STRESS – urina na roupa nas situações de stress (choro, riso, esforço, etc….).

4 – INCONTINÊNCIA TOTAL. Medidas que podem ser adotadas nos pacientes portadores de incontinência urinária: interagir com a família e estabelecer um plano de cuidados; oferecer oportunidade de o paciente urinar a cada duas horas; auxiliar o idoso para ir ao banheiro ou oferecer comadre ou papagaio; registrar a função da bexiga através do diário miccional; realizar higienização adequada do períneo após diurese.

 Na incontinência total em mulheres,  usar fraldas e nos homens dar preferencia ao coletor tipo “drive man”. Na incontinência funcional oferecer as mulheres, comadre e aos homens papagaio. Na incontinência mista oferecer tanto as mulheres quanto os homens absorventes. Na bexiga neurogênica ou incontinência por refluxo usar o cateter vesical.

Dr. Euvaldo Rosa.

Colaboração Ney Bacceli.

Causas

A eliminação da urina é controlada pelo sistema nervoso autônomo, mas pode ser comprometida nas seguintes situações:

* Comprometimento da musculatura dos esfíncteres ou do assoalho pélvico;

* Gravidez e parto;

* Tumores malignos e benignos;

* Doenças que comprimem a bexiga;

* Obesidade;

* Tosse crônica dos fumantes;

* Quadros pulmonares obstrutivos que geram pressão abdominal;

* Bexigas hiperativas que contraem independentemente da vontade do portador;

* Procedimentos cirúrgicos ou irradiação que lesem os nervos do esfíncter masculino.

Diagnóstico

São dados importantes para o diagnóstico o levantamento da história dos pacientes e a elaboração de um diário miccional onde eles devem registrar as características e freqüência da perda urinária.

Outro recurso para firmar o diagnóstico é o exame urodinâmico, que é pouco invasivo e registra a ocorrência de contrações vesicais e a perda urinaria sob esforço.

Tratamento

O tratamento da incontinência urinária por esforço é basicamente cirúrgico, mas exercícios ajudam a reforçar a musculatura do assoalho pélvico. Atualmente, a cirurgia de Sling, em que se coloca um suporte para restabelecer e reforçar os ligamentos que sustentam a uretra e promover seu fechamento durante o esforço, é a técnica mais utilizada e a que produz melhores resultados.

Para a incontinência urinária de urgência, o tratamento é farmacológico e fisioterápico. O farmacológico pressupõe o uso ininterrupto de várias drogas que contêm substâncias anticolinérgicas para evitar a contração vesical. Esses remédios provocam efeitos colaterais, como boca seca, obstipação e rubor facial.

Recomendações

* Procure um médico para diagnóstico e identificação da causa e do tipo de perda urinária que você apresenta;

* Não pense que incontinência urinária é um mal inevitável na vida das mulheres depois dos 50, 60 anos. Se o distúrbio for tratado como deve, a qualidade de vida melhorará muito;

* Considere os fatores que levam á incontinência urinária do idoso – uso de diuréticos, ingestão hídrica, situações de demência e delírio, problemas de locomoção – e tente contorná-los. Às vezes, a perda de urina nessa faixa de idade é mais um problema social do que físico;

* Evitar a obesidade e o sedentarismo, controlar o ganho de peso durante a gestação, praticar exercícios fisioterápicos para fortalecer o assoalho pélvico, são medidas que podem ser úteis na prevenção da incontinência urinária.

Fonte: Dr. Dráuzio Varella.

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